Não engorde no Natal!

Esta é uma das alturas em que temos mais dificuldade em controlar o que ingerimos. Conheça as sete normas que deve seguir esta quadra natalícia e nas restantes épocas do ano para não aumentar de peso.


 

As festas natalícias vêm aí e as tentações à mesa também. Em vez de se arrepender depois, siga estes truques e comece já a treinar como... comer menos! A nossa ideia não é que perca peso no início de dezembro para poder empanturrar-se à vontade durante o festival gastronómico que se avizinha. A ideia é que, ainda antes do Natal, aprenda a controlar o seu apetite ou gula.

Para que essa tarefa seja fácil, reunimos alguns truques comprovados por especialistas no campo da psicologia da alimentação. Não deu já por si a desejar secretamente que, este ano, o Natal fosse passado de forma diferente? Aqui está a sua chance! Estes são alguns conselhos que deve seguir nesta altura e nas restantes épocas do ano:

1. Mastigue devagar
Segundo um estudo japonês que envolveu cerca de 5.000 voluntários, aqueles que ingeriam as suas refeições a um ritmo rápido engordavam, em média, mais sete quilos que as pessoas que mastigavam pausadamente. Se está já a exclamar que só tem uma hora para almoçar, lembre-se que dispõe de todo o tempo que quiser para jantar. Para quê a pressa? Mastigue devagar e tenha em mente o ponteiro da balança a dar-lhe boas notícias.

2. Não coma sozinho
O segundo truque vai parecer-lhe inusitado. Mas aqui vai. Procure não fazer as refeições acompanhado por muita gente. É que o nosso instinto de sobrevivência ancestral parece ser acionado nessas situações e envia-nos sinais que dizem qualquer coisa como «se não te despachares não vai haver comida suficiente para ti. Por isso, come tudo o que puderes antes que não reste nada na travessa». Como já sabe que no Natal vai estar (bem) acompanhado, tente controlar o tal instinto de sobrevivência e seja racional.

3. Evite os buffets
Frequente restaurantes com buffet só esporadicamente. Porquê? A explicação mais óbvia é que tendemos a comer demasiado, enchendo o prato com os mais variados tipos de alimentos. Mas o nosso apetite é regulado por um mecanismo denominado «saciedade sensorial específica», o que leva a que nos sintamos saciados mais rapidamente se estivermos a comer só dois tipos de alimentos, como um bife grelhado com salada, por exemplo. A variedade, em termos de cores e de feitios, desperta-nos a vontade de comer mais.

4. Esconda os doces
Uma pesquisa conduzida pela Cornell University concluiu que afastar os doces da nossa vista é uma estratégia eficaz para não ceder à tentação. Este estudo, levado a cabo num grupo de mulheres que trabalhavam num escritório, apurou que, havendo chocolates ou bolachas à mão, as mulheres comiam cinco vezes mais do que se estes alimentos estivessem a guardados a dois metros ou mais de distância. Moral da história, guarde os doces e outros alimentos calóricos nas prateleiras mais escondidas da despensa ou do frigorífico e esqueça-se que eles existem.

5. Use pratos mais pequenos
Está estudado. Quanto maior for o prato, maior a quantidade de comida que vamos lá colocar. Arrume temporariamente o seu serviço habitual e adquira uns pratos de menor dimensão. Verá que rapidamente se vai habituar a porções mais pequenas.

6. Use o truque dos restaurantes
Um truque que os restaurantes com bastante movimento costumam utilizar para que as mesmas pessoas não monopolizem uma mesa durante muito tempo é terem música, não de fundo mas, sim, bastante alta. O nosso sistema nervoso responde a um ruído intenso com um ritmo cardíaco mais acelerado, o que, por sua vez, nos leva a comer mais rapidamente e, geralmente, uma quantidade maior do que seria normal. Prefira locais mais sossegados, onde, para além de poder comer ao seu ritmo e ingerir uma porção mais pequena conseguirá ouvir o que seu companheiro de mesa está a dizer.

7. Saboreie calmamente
Questionários realizados recentemente numa universidade norte-americana constataram que, no geral, damos muito pouca atenção à comida que ingerimos. Mas parece que essa distração pode custar-nos alguns gramas a mais. Segundo os defensores da teoria de que comemos com o cérebro, o facto de saborearmos os alimentos demoradamente e concentrarmo-nos no seu aroma ajuda a que nos sintamos saciados mais depressa. Experimente!

com Prevenir