As cartas que as estrelas escreveram ao Pai Natal

Benedict Cumberbatch, Annie Lennox, Thom Yorke, entre outras estrelas escreveram cartas ao pai Natal para o evento “Cartas ao Vivo, Dia de Escrever Cartas” (“Live National Letter Writing Day), no Reino Unido.


EPA@ Uwe Zucchi

 

A organização “Letters Live” aproveitou para, através destas cartas, anunciar o seu programa para 2016, num evento anual que pretende celebrar o poder da correspondência literária.

 

 

O ator Benedict Cumberbatch foi um dos nomes sonantes a entrar na lista de escribas. Para além de ter lembrado o Pai Natal de que nunca recebeu aquele sabre de luz que pediu quando era miúdo, focou os seus desejos nos mais novos: “Apesar de Deus saber que precisamos de toda a ajuda possível… tu (Pai Natal) existes para as crianças. Crianças que precisam de alguma magia num mundo onde a fronteira entre a inocência e a responsabilidade, o brincar ao faz de conta e o frio dos obstáculos dos adultos, é cada vez menor. É nisto que te quero pedir ajuda. Um pouco mais de tempo para que as crianças sejam crianças”.

 

O ator pediu ainda uma especial ajuda para as crianças "que se preocupam com os seus familiares, que sofrem de alguma doença, de fome ou de pobreza. Especialmente aquelas que se escondem em edifícios enquanto as bombas chovem ou que são colocadas num barco a tremer de frio ou medo, para escaparem de um desastre natural ou uma guerra. Por favor ajuda-nos a acender os seus mundos com um momento de alegria e esperança”.

O ator terminou a carta dizendo que fez exatamente aquilo que não queria, pedir ajuda para resolver “problemas dos adultos”.

 

Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, perguntou: este ano, o Pai Natal pode “não dar presentes aos executivos das companhias petrolíferas e aos políticos que estes compram?”. Yorke fez também um modesto pedido para si próprio: “e para mim, uns óculos para ler… os azuis”.

 

Já Annie Lennox endereçou os seus desejos para os refugiados, pedindo que o simpático senhor de barba branca pudesse mudar o mundo e fizesse com que “uma geração inteira não tivesse que fugir das suas casas, nas suas cidades, vilas ou aldeias, em países desfeitos pela guerra, desde a Síria até a Nigéria…”. A cantora acrescentou ainda: “Podias de uma forma muito carinhosa colocar alguma sanidade e compaixão nos corações dos criminosos profetas do ódio, da matança e de guerras? Obrigada, Pai Natal.”.