A história do menino que concretizou o seu último desejo nos braços do Pai Natal

Conhecer o Pai Natal. Era esse o desejo de um menino de 5 anos que estava internado nos Cuidados Intensivos de um hospital no Tennessee, Estados Unidos. A história está a comover o mundo. 

 

O rapaz, cujo nome não foi revelado, confessou a uma das enfermeiras, que estava encarregue de lhe prestar apoio médico, que gostava de conhecer o Pai Natal. Ao saber do sucedido, a auxiliar pôs mãos à obra e ligou a Eric Schmitt-Matzen, um engenheiro mecânico que há vários anos encarna o papel de Pai Natal em diversas atividades natalícias.

 

créditos: Facebook/eric.schmittmatzen

 

Ao saber do delicado estado de saúde do menino, Eric deslocou-se até ao hospital onde, com o consentimento da família, foi encaminhado para o quarto da Unidade de Cuidados Intensivos onde a criança estava internada.

 

“Quando entrei no quarto, ele estava deitado e tão fraco que parecia que estava prestes a adormecer”, contou o engenheiro mecânico sexagenário ao jornal Knoxville News Sentinel. Após aproximar-se do rapaz disse-lhe o seguinte: “Ouvi dizer que ias perder o Natal, é verdade? Isso não pode acontecer porque és o meu Elfo número um.”

 

Somente com os suspensórios de Pai Natal vestidos, Eric ofereceu um presente ao menino que após o desembrulhar a muito custo lhe disse que ia morrer. “Como é que eu sei que cheguei ao sítio para onde vou?”, perguntou a criança ao que Schmitt-Matzen respondeu: “Quando lá chegares, dizes-lhes que é o Elfo número um do Pai Natal e eu sei que eles te vão deixar entrar.”

 

Após a breve conversa, Eric abraçou o menino que acabou por morrer nos seus braços perante o olhar destroçado da família. “Estive quatro anos no Exército e já vi muita coisa. Mas atravessei a ala de enfermagem a chorar compulsivamente. Eu sei que os enfermeiros e médicos assistem a casos destes todos os dias, mas não sei como é que aguentam”, disse.

 

Consternado e abalado pelo momento que presenciou, Eric ponderou abandonar o seu trabalho como Pai Natal, um hobbie que o mantém ocupado durante esta quadra natalícia.

 

“Demorei cerca de duas semanas até conseguir parar de pensar consecutivamente no sucedido. Cheguei a pensar que não ia aguentar e nunca mais conseguiria fazer de Pai Natal novamente”, confessou. Mas revela que foi um dos seus últimos eventos que lhe deu a força e coragem para seguir em frente com a missão da sua vida: alegrar a vida de milhares de crianças.

 

“Quando vi o sorriso delas, isso fez-me mudar de ideias. Apercebi-me do papel que tenho de desempenhar por elas e por mim.”

 

Fonte: SAPO Lifestyle